Cantada por Cassia Eller.
Tava com cara Que carimba postais Que por descuido Abriu uma carta que voltou Levou um susto Que lhe abriu a boca Esse recado veio pra mim Não pro senhor...
Recebo o crack, colante Dinheiro parco, embrulhado Em papel carbono e barbante Até cabelo cortado Retrato de 3x4 Prá batizado distante Mas isso aqui, meu senhor É uma carta de amor...
Levo o mundo e não vou lá...Levo o mundo e não vou lá...
Mas esse cara Tem a língua solta A minha carta Ele musicou Tava em casa a vitamina pronta ouvi no rádio A minha carta de amor..
Dizendo:-Eu caso contente papel passado e presente desembrulhado o vestido Eu volto logo, me espera Não brigue nunca comigo Eu quero ver nossos filhos O professor me ensinou Fazer uma carta de amor...
Leve o mundo Que eu vou já...Leve o mundo que eu vou...
Receber uma carta, seja ela de amor ou não é a melhor forma de se comunicar e remeter coisinhas, não sendo possível fazer o mesmo pelo e-mail, msn, facebook e tantas outras formas online de comunicação, a felicidade de tocar em algo que foi tocado pela outra pessoa é indescritível. As mulheres gostam muito!!!!
terça-feira, 29 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
CAMINHOS DE EXISTÊNCIA-Relações virtuais.
Ganha força na vida atual nova forma de presença. na sociedade que valoriza o contato e a cultura oral, o corpo físico se revela imprescindível para o encontro humano. Nas cidades pequenas do interior, a praça reune os jovens para o tradicional passeio após a missa, onde nascem os namoros. Lá circulam as notícias da cidadezinha. A igreja, soberana, do alto de seu lugar, comtempla a vida das pessoas, no simbólico sentido de orientadora do agir.
As distâncias entre as pessoas se cobriam com as cartas. Lentamente as tecnologias do telefone fixo, celular, internet, MSN etc... deslocam o real para o virtual. Trata-se da crescente substituição do " face to face" pelas relações feitas por vias eletrônicas. As pessoas físicas perdem relevância. Fazem-se "presentes" pela imagem virtual e pelo som. A ilusão física cresce pelo aprimoramento da imagem, mas não se iguala à real.
Mostram-se, por elas mesmas menos responsáveis, afetando o psicológico. Sem o vínculo do olhar, da presença física, sentimo-nos menos comprometidos, os enlaces virtuais são jogos, brincadeiras, "Nascem do nada e terminam no nada", basta um toque no "Del"para fazê-lo desaparecer.
Sem falar dos caminhos atraentes das relações perigosas, comportamentos psicossociais escapam do controle, muitas vezes,de profissionais e da legislação ético-jurídica.
O amplo campo de sedução, mostra as mais doentias curiosidades, relações virtuais acabam por levar pessoas, jovens ainda em formação, ao suicídio, a crimes planejados por grupos dessa via virtual, sem fronteiras, possibilidades imprevisiveis para o bem e para o mal.
As distâncias entre as pessoas se cobriam com as cartas. Lentamente as tecnologias do telefone fixo, celular, internet, MSN etc... deslocam o real para o virtual. Trata-se da crescente substituição do " face to face" pelas relações feitas por vias eletrônicas. As pessoas físicas perdem relevância. Fazem-se "presentes" pela imagem virtual e pelo som. A ilusão física cresce pelo aprimoramento da imagem, mas não se iguala à real.
Mostram-se, por elas mesmas menos responsáveis, afetando o psicológico. Sem o vínculo do olhar, da presença física, sentimo-nos menos comprometidos, os enlaces virtuais são jogos, brincadeiras, "Nascem do nada e terminam no nada", basta um toque no "Del"para fazê-lo desaparecer.
Sem falar dos caminhos atraentes das relações perigosas, comportamentos psicossociais escapam do controle, muitas vezes,de profissionais e da legislação ético-jurídica.
O amplo campo de sedução, mostra as mais doentias curiosidades, relações virtuais acabam por levar pessoas, jovens ainda em formação, ao suicídio, a crimes planejados por grupos dessa via virtual, sem fronteiras, possibilidades imprevisiveis para o bem e para o mal.
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