Ganha força na vida atual nova forma de presença. na sociedade que valoriza o contato e a cultura oral, o corpo físico se revela imprescindível para o encontro humano. Nas cidades pequenas do interior, a praça reune os jovens para o tradicional passeio após a missa, onde nascem os namoros. Lá circulam as notícias da cidadezinha. A igreja, soberana, do alto de seu lugar, comtempla a vida das pessoas, no simbólico sentido de orientadora do agir.
As distâncias entre as pessoas se cobriam com as cartas. Lentamente as tecnologias do telefone fixo, celular, internet, MSN etc... deslocam o real para o virtual. Trata-se da crescente substituição do " face to face" pelas relações feitas por vias eletrônicas. As pessoas físicas perdem relevância. Fazem-se "presentes" pela imagem virtual e pelo som. A ilusão física cresce pelo aprimoramento da imagem, mas não se iguala à real.
Mostram-se, por elas mesmas menos responsáveis, afetando o psicológico. Sem o vínculo do olhar, da presença física, sentimo-nos menos comprometidos, os enlaces virtuais são jogos, brincadeiras, "Nascem do nada e terminam no nada", basta um toque no "Del"para fazê-lo desaparecer.
Sem falar dos caminhos atraentes das relações perigosas, comportamentos psicossociais escapam do controle, muitas vezes,de profissionais e da legislação ético-jurídica.
O amplo campo de sedução, mostra as mais doentias curiosidades, relações virtuais acabam por levar pessoas, jovens ainda em formação, ao suicídio, a crimes planejados por grupos dessa via virtual, sem fronteiras, possibilidades imprevisiveis para o bem e para o mal.
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